“Bartolomeu Cid dos Santos: Criar em Liberdade”
Outras
15 de Maio 2026
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A Casa das Histórias Paula Rego acolhe a exposição “Bartolomeu Cid dos Santos: Criar em Liberdade”, patente de 15 de maio a 18 de outubro de 2026, no âmbito das comemorações de Cascais Capital Europeia da Democracia 2026. A mostra integra o ciclo de exposições temporárias dedicado a artistas cujas trajetórias se cruzaram com a de Paula Rego, sendo apresentada pela Fundação D. Luís I, com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, e com curadoria de Catarina Alfaro e Leonor de Oliveira.

A exposição evidencia a relação de proximidade e admiração mútua entre Bartolomeu Cid dos Santos (1931–2008) e Paula Rego (1935–2022), construída a partir dos anos 1950, em Londres, na Slade School of Fine Art. Para além da amizade, destaca-se o papel determinante de Cid dos Santos no percurso da artista na gravura, tendo sido descrito por Paula Rego como “um professor extraordinário”.

Reunindo um conjunto significativo de obras, esta é também a primeira exposição organizada após a aquisição, pela Fundação D. Luís I, de grande parte do acervo de gravura do artista. O percurso expositivo organiza-se em quatro núcleos, que atravessam várias fases do seu trabalho, desde as primeiras experiências em Londres até às séries mais recentes, onde se cruzam referências literárias, políticas e sociais.

Ao longo da mostra, evidencia-se uma prática artística marcada pela utilização da arte como forma de reflexão crítica sobre o poder, a repressão e a liberdade, com referências a autores como Kafka e Borges, bem como à obra de Goya. A gravura surge, assim, como um instrumento de intervenção e de ligação entre o passado e a contemporaneidade.

Paralelamente, o Serviço Cultural e Educativo da Fundação D. Luís I promove um conjunto de atividades pedagógicas associadas à exposição. A primeira realiza-se a 18 de maio, às 10h30, assinalando o Dia Internacional dos Museus, e propõe uma visita orientada centrada no papel da arte na defesa dos direitos e da democracia. Mais informações, aqui

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Outras
26 Maio
Cascais avança com novos investimentos na segurança
O Ministro da Administração Interna, Luís Neves, e o Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, estiveram esta terça feira, 26 de maio, no Concelho de Cascais para conhecer os projetos estratégicos e investimentos municipais dedicados à segurança e ao socorro. A visita destacou a cooperação entre o Governo e o Município de Cascais na construção de um território mais seguro, resiliente e preparado para os desafios atuais, através do reforço de infraestruturas, meios operacionais e soluções inovadoras.Durante a tarde, o ministro percorreu várias instalações e equipamentos de segurança do Concelho, acompanhado por Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais. A visita começou com a visita às futuras instalações do Destacamento de Intervenção do Comando Territorial de Lisboa da GNR, em Alcabideche, onde teve lugar o descerramento simbólico de uma placa evocativa. A conclusão da obra está prevista para outubro de 2029.Seguiu-se a apresentação das futuras instalações da Polícia Municipal, igualmente assinalada com o descerramento de uma placa, num momento que reforçou a aposta na proximidade às populações e na melhoria da capacidade de resposta.O programa incluiu ainda visitas às esquadras da PSP de Trajouce, Carcavelos e Parede, bem como ao local da nova esquadra de Trajouce, permitindo avaliar no terreno as condições operacionais existentes e os investimentos planeados para a sua modernização.Investimentos estratégicos para um concelho mais seguroJá ao final da tarde, a comitiva dirigiu-se aos Paços do Concelho, onde foram lidos e assinados protocolos e memorandos de cooperação entre várias entidades, no Salão Nobre da Câmara Municipal. Estes instrumentos visam reforçar a articulação institucional e promover uma resposta mais eficaz e integrada no domínio da segurança e da proteção civil.Na sessão, Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais, afirmou: “Cascais está a apostar e quer apostar cada vez mais na segurança, nos seus agentes, nas suas infraestruturas e nos seus meios.” O presidente do município acrescentou ainda: “A segurança é um dos pilares mais importantes de uma comunidade. Onde há mais segurança, há mais liberdade e mais qualidade de vida. E Cascais aspira a ser, na próxima década, a capital da qualidade de vida em Portugal.”Também o Ministro da Administração Interna, Luís Neves, sublinhou a importância de um investimento contínuo na segurança como elemento essencial da qualidade de vida e da confiança das comunidades: “Estou, como pessoa e como ministro, muito feliz por estar aqui e por estarmos a contribuir para que a vida das pessoas seja mais fácil; para que as pessoas possam sair à rua à noite com tranquilidade; para que os jovens possam ir à praia em segurança e os pais estejam descansados; para que Portugal continue a ser um dos países mais procurados do mundo.”A visita reforçou a estratégia de Cascais na área da segurança, assente na prevenção, inovação e proximidade, garantindo melhores condições para as forças de segurança e maior proteção para todos os cascalenses.CMC | GN | MM | PM | IR
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Outras
21 Maio
Cascais recorre a ciência e IA para combater alga invasora
Barreiras flutuantes, imagens de satélite, dados oceanográficos, informação meteorológica e algoritmos de inteligência artificial são as ferramentas que Cascais está a recorrer para combater de forma ativa o avanço de uma alga invasora que tem assolado a costa portuguesa, combate que assenta em quatro projetos desenvolvidos por um grupo de trabalho constituído por entidades públicas e privadas e que já estão a ser implementados.A alga invasora (Rugulopteryx okamurae) originária do Pacífico tem avançado silenciosamente sobre a costa portuguesa afetando praias, biodiversidade marinha e atividade económica. Além do Plano de Ação Municipal, o primeiro aprovado pelo Conselho Municipal do Mar, Cascais está a apostar em soluções inovadoras baseadas em tecnologia espacial, inteligência artificial e ciência oceânica com capacidade de prever quando e onde a alga poderá chegar à costa e que medidas poderão ser tomadas para proteger as zonas balneares do concelho, assim como o seu ecossistema marinho.“O mar é um ativo estratégico em Cascais, a adoção de medidas de proteção da orla costeira e da biodiversidade marinha são uma prioridade na gestão territorial do espaço marítimo do Municipio” afirma Luís Almeida Capão, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Cascais.A ideia é travar esta alga invasora antes de atingir a costa portuguesa.Como? E em que consistem estes quatro planos? Em síntese :O projeto Barreiras Flutuantes está a ser desenvolvido pela empresa EasyHarvest, start-up da Universidade do Algarve que cria soluções inovadoras de colheita em grande escala para mitigar os impactos da proliferação de algas marinhas nocivas. A ideia é implementar uma barreira de contenção dos arrojamentos da alga que chegam a Cascais. Arrancou em maio e deverá terminar dentro de um ano.O projeto EO4RO (Earth Observation for the Mapping and Monitoring of R. OKAMURAE) está a ser desenvolvido pelo consórcio composto pela empresa GMV e pelo Plymouth Marine Laboratory, um dos centros científicos internacionais de referência em investigação marinha.Visa criar um modelo à escala do concelho que permita antecipar episódios de proliferação e chegada às praias. Com recurso a imagens de satélite, dados oceanográficos, informação meteorológica e algoritmos de inteligência artificial, o sistema irá testar a capacidade de:• Prever episódios de acumulação costeira• Mapear em tempo quase real a extensão da invasão• Simular o transporte da alga por correntes e vento• Cartografar habitats marinhos afetados• Emitir alertas automáticos para autoridades e populaçãoO projeto Remoção da alga R. OKAMURAE na Zona Costeira de Cascais – Monitorização de experiência piloto e campanhas de sensibilização está a ser desenvolvido pelo MARE (Centro de Ciências do Mar e Ambiente) e pela ARNET (Rede de Investigação Subaquática), laboratório associado do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia. Faz a monitorização de uma experiência piloto e campanhas de sensibilização para a remoção de alga ainda não analisada pela comunidade científica.O projeto ReAlga (Valorização da Biomassa R. OKAMURAE que arroja na zona costeira de Cascais) é uma iniciativa privada desenvolvida pela empresa OffKelp e pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa. Visa valorizar a biomassa da Rugulopteryx okamurae que arroja em Cascais. Em 2025 foram retiradas 1 300 toneladas das praias que foram encaminhadas para este projeto piloto, sendo devolvidas às praias cerca de 738 toneladas de areia resultante do pré-tratamento inicial deste resíduo. A biomassa restante foi aproveitada para testes de aproveitamento energético e agrícola no Instituto Superior de Agronomia. Iniciou em junho de 2025 e decorre em contínuo.A R.okamurae é uma alga castanha nativa do Pacífico asiático, detetada pela primeira vez no Mar Mediterrâneo em 2002 e tem vindo a expandir-se rapidamente pelo Oceano Atlântico. Nos últimos anos acumulou-se em várias zonas costeiras europeias, provocando elevados custos de limpeza, impacto no turismo, dificuldades para pescadores e degradação de habitats naturais.O fenómeno começa a ganhar relevância, mas com a abordagem integrada destas soluções, Cascais poderá tornar-se o primeiro município português a testar uma solução transversal e um caso de estudo europeu na gestão costeira inteligente.O modelo poderá ser replicado noutras zonas vulneráveis, do Algarve às Canárias, do Mediterrâneo ao Atlântico Norte.O que está a ser feito a nível nacional?Estratégia Nacional para a Gestão da Macroalga Invasora Rugulopteryx okamuraeCascais partilha todo o conhecimento adquirido pelo Plano de Ação Municipal no âmbito do grupo de trabalho da Estratégia Nacional da qual faz parte desde a sua fundação a julho de 2025.“Apesar de ser um problema relativamente recente em Cascais, temos acompanhado o impacto económico e social desta invasão biológica nos Municípios do sul de Portugal e acreditamos que o trabalho em rede e cooperação é a forma mais rápida de minimizar estes efeitos no nosso território, como tal saudamos o trabalho desenvolvido pela Agência Portuguesa do Ambiente, que lidera o grupo de trabalho nacional, na célere identificação de medidas de apoio aos territórios afetados” afirma Luís Almeida Capão, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Cascais.
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20 Maio
“O meu nome é Luíza de Jesus” em Cascais
Luzes, câmara, ação! Ao longo do mês de abril, a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz, em Cascais, foi um dos cenários de “O Meu Nome é Luíza de Jesus”, um filme português, produzido pela Cinemate.“Alguém nos falou nestes calabouços, aqui nestas caves da Fortaleza e, definitivamente, encaixam perfeitamente naquilo que eu procurava, no décor que eu procurava, no ambiente que eu procurava,” explicou Frederico Serra, realizador deste filme que conta com argumento de Rita Roberto.Esta longa metragem remete ao século XVIII e retrata a história de Luíza de Jesus, acusada do assassínio de 34 bebés, e da investigação que conduziu à sua condenação à morte. O enredo desenrola-se entre o presente e o passado, transportando a protagonista através das suas memórias. Os calabouços da Fortaleza serão o palco principal da relação entre Luíza e o Corregedor responsável pela investigação dos crimes de que é acusada.Um thriller cheio de surpresas, que conta com um elenco de renome, encabeçado por Paula de Magalhães e Nuno Lopes.“Nós encontrámos este espaço que é maravilhoso e que não temos quase de alterar nada e que está pronto e feito para a época. Aliás, até em termos de humidade, tudo é perfeito para aquilo que nós estamos a representar,” revelou o ator.“O espaço, o cheiro, a humidade, a sensação, o ar é diferente. Tudo é diferente,” disse a atriz, que admitiu ser impossível não sentir o peso da história ao entrar neste espaço.Esta produção conta com o apoio da RTP, que tem vindo a apostar no cinema português ao longo dos últimos anos. José Fragoso, diretor de programas do canal, realçou a importância dos municípios no apoio às produções: “Há muitos dos nossos conteúdos que são feitos, são desenhados a pensar na possibilidade de os produzirmos localmente.”A Fortaleza de Nossa Senhora da Luz é um dos mais relevantes patrimónios edificados no concelho. Foi mandada construir por D. João II em 1488, tendo até sobrevivido ao terramoto de 1755. Dedicada a Nossa Senhora da Luz, a fortaleza é classificada como Monumento de Interesse Público e conta uma parte muito importante da história de Cascais.“Para Cascais é muito importante terem escolhido a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz e os seus calabouços como cenário para um filme,” afirmou Luís Almeida Capão, vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais. “Muito importante, também, a requalificação desta fortaleza, para que Cascais possa ficar com a gestão deste espaço, e aqui trazermos aquilo que é a identidade de Cascais,” destacou.Ficou curioso? O filme entrou agora em pós-produção, com estreia nos cinemas portugueses prevista para 2027.CMC | DCG | IMF | MS | MM | SD